segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Fallout 3" (2009) - um dos melhores jogos da geração.




É com enorme prazer que inauguro no Melhor Blog o primeiro "game review", e não é mera coincidência eu ter começado por Fallout 3. Fiz questão de escolher um dos títulos mais brilhantes da nova geração.

O jogo é passado na cidade de Washington D. C., em 2277, após uma intensa guerra nuclear entre os Estados Unidos e a China, que transformou o mundo num cenário de completa devastação, mormente na Capital dos States, de onde o jogador é natural. Apesar de ser passado, supostamente, no futuro, o design de Fallout 3 é totalmente retrô, inspirado nos anos 50 e no american way of life. Até mesmo a trilha sonora é inspirada nesta época, sendo escusado dizer que o trabalho artístico foi muito bem conseguido.

Nesse cenário pós-apocalíptico, a maioria dos habitantes de Washington morreram com a radiação, outros tantos sofreram mutações e outra pequena parte ficou confinada a morar em cavernas, a salvo da radiação, nos chamados Vaults. Um desses Vaults é o Vault 101. É lá que nasce o protagonista do jogo, que nunca viu a luz do sol, e mesmo assim terá de ser o primeiro a largar a segurança de viver em baixo da terra para ir em busca do seu pai, que inexplicavelmente desaparece.

No mundo de Fallout 3, a liberdade de escolha é quase tão grande quanto na vida real. O personagem pode ser e fazer o que bem entender, desde o começo do jogo. Por exemplo, quando algum sujeito lhe pede uma ajuda, você pode optar por ajudá-lo, se recusar, ou mandá-lo à merd@. A escolha é sua. Essa foi a proposta da Bathesda, criar um jogo que seja jogado por prazer, e não simplesmente para cumprir objetivos. Mas tenha cuidado, o jogo pode nunca ter fim.

Por falar em liberdade, uma das coisas que mais chama a atenção em Fallout 3 é o tamanho do mundo, provavelmente o maior de todos os jogos que já existiram. Ao contrário do que ocorre em franquias como GTA ou até mesmo Red Dead Redemption, o mundo de Fallout é gigantesco e extremamente detalhado. Há sempre novos itens escondidos naquela escola abandonada, naquele supermercado caindo aos pedaços, itens estes que podem ser bastante úteis no decorrer do jogo.

Você vai andar bastante pelas ruas devastadas de Washington. É bom ter alguma companhia...

Fallout 3 segue o gênero RPG, e não FPS, como alguns ignorantes dizem. Simplesmente é um RPG com visão em primeira pessoa. No entanto, você pode abdicar de uma combate por turnos, como nos RPGs tradicionais, e meter bala pra cima dos mutantes, como se um FPS fosse. Acontece que se o jogador optar por não utilizar o V.A.T.S. (o sistema de turnos utilizado no jogo), este não irá muito longe, pois as batalhas foram, obviamente, programadas para serem em turnos, sendo o sistema FPS reservado apenas para algumas situações especiais, as quais não vale a pena mencionar. Ainda em relação aos combates, podem esperar muito sangue, vísceras, cabeças explodindo e tecidos se desmembrando. Destaque para a violência e o humor negro do jogo, ambos bastante acentuados.

Pernas se desmembrando é o mínimo que você pode esperar nas batalhas do jogo.

Apesar de tantas qualidades, nem tudo são flores no mundo de Fallout. Pode esperar muitos bugs e glitches, inclusive alguns deles são fatais, obrigando o jogador a começar o jogo todo de novo. Os gráficos também não impressionam. Por outro lado, esses aspectos negativos não tiram o brilho do produto final.

Pois bem, numa era marcada por remakes, jogos sem graça e com pouca criatividade, Fallout 3 surge como uma lufada de ar fresco para a alegria dos gamers, tornando-se, na minha opinião, um épico instantâneo e talvez o melhor jogo lançado nesta geração.

Nota: 9,8

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